quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

A maturidade que a dor nos traz


O ano de 2016 foi caótico pra quase todo mundo.  Foi um ano de crise econômica mundial, e pra nós aqui no Rio de Janeiro ainda houveram alguns agravantes.  Muito desemprego, desestabilização.    Além disso, cada um enfrenta seus problemas particulares.  Para mim, não me lembro de passar um ano tão difícil, desempregada, deprimida e com a saúde péssima.
Agora esperanças renovadas, não porque é ano novo, porque eu não conto o ano novo, e sim o dia novo toda manhã ou conto como recomeço quando tomo decisões que podem mudar minha vida.  E eu tenho entendido algumas coisas sobre a vida, e percebido a causa do meu sofrimento ao avaliar meus pensamentos em relação a vida e as pessoas que me cercam.

Quando você passa por problemas graves você começa a pensar em todo sofrimento desnecessário e toda futilidade que um dia você pensou ser importante.  Seja problemas de saúde ou emocionais, eles te fazem pensar se vale a pena tanto esforço para conseguir dinheiro, tanto sofrimento pra ficar aceitavelmente bonita para os outros, com saltos, cabelos sempre feitos que nem te permitem sentir a chuva ou receber um afago, a besteira que é mudar seu modo de ser pra agradar.  A obrigação de sorrir e estar sempre feliz.  De usar as redes sociais pra mostrar como sua vida é “maravilhosa”.  Quando você se sente incapacitada pensa na obrigação de ser sempre útil e produtiva.  E o trabalho que dá cuidar de cada acúmulo desnecessário. E a preguiça de escolher a roupa num mar de roupas e na bagunça do seu guarda-roupa, como seria bom se tudo fosse mais neutro e se combinasse e fosse fácil escolher.

Se você não está sempre bem, e tem que escolher bem suas tarefas, ou se não tem dinheiro e tem que escolher bem suas compras, você aprende a ser bem mais seletivo.  A ver quais são as coisas mais importantes. Isso é maravilhoso!  Permita-se refletir. Porque se tem algo que a dor, a dificuldade financeira e a depressão não tiraram de você, foi sua capacidade de pensar e avaliar a vida e o mundo.  Não perderá mais tempo com banalidades, e muito menos com falsidades.  Mentiras pra quê? Agradar pra quê? Dá muito trabalho manter uma máscara no rosto, mostre-se ao mundo como você é, ainda que você não seja o protótipo ideal que a mídia nos ensinou ser o certo.
Sinta seu sofrimento, mas não se apegue a ele.  Permita-se chorar, deitar e pensar, conversar sobre com amigos VERDADEIROS, mas de forma alguma se apegue a ele.  Mesmo que seus problemas não tenham ainda solução, deixe o sofrimento passar assim que você aprender com ele e entender como lidar com os problemas.  Sim, ele vai voltar vez ou outra.  Mas não o convide para morar com você, saiba que ele vai chegar, mas vai partir.  Use-o para se tornar mais forte e sábio, mais resistente.  Não permita apenas que seja em vão.

E lembre-se: Se o que é bom acaba, o que é ruim também.  Quase tudo é transitório e passageiro nessa vida.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Problemas se tornando insignificantes(Não se importe com quem não tem importância)

Eu sofri muito, muito mesmo, por causa de alguns vizinhos.  Quando falamos de problemas na vizinhança acho que coisas bem banais vem a mente de todos.   Mas não é o meu caso.  Meus vizinhos me torturam psicologicamente, tentando fazer com que eu me sinta indigna, falando frases muito maldosas e humilhantes.   Isso rendeu muitos textos.   Até que alguns eram legais.  Foi muito sofrido e eu acho que cheguei a ter ataques de pânico, me trancava completamente em casa sem conseguir sair com medo de encontrar tanto eles, quanto as pessoas para quem eles falavam mentiras horríveis sobre mim e minha família.

Eu não entendia  a  maldade gratuita, ficava sofrendo muito tentando entender.  Perguntei a mulher que começou isso tudo, mas ela veio falar mentiras de mim para mim! Bom, não dá pra me convencer que eu fiz coisas que eu não fiz, né? Então as coisas ficaram piores.  Chegando ao ponto de agressão.  Nunca revidamos, não respondemos, meu marido assim como eu é pacífico e pacificador.  E por cinco anos eu sofri.  A primeira vez que eu não me incomodei com os gritos e ofensas diárias foi quando meu irmão fez uma cirurgia mal sucedida e ficou com o rosto paralisado. Lembro de chegar em casa várias vezes durante os meses da recuperação dele e ao entrar em casa começavam os gritos e ofensas.  Eu não me importei, porque eu tinha algo maior a me importar, o meu irmão de 11 anos com metade do rosto paralisado, a tristeza da minha mãe por ter optado pela cirurgia que supostamente corrigiria a audição dele, mas não foi assim. Eu tinha mais no que pensar. Os gritos dela foram apenas ruídos incômodos.  É o que são hoje, ruídos incômodos, como um rádio alto fora de sintonia.  Incomoda, mas não tem significado nenhum.  E quando deixa de fazer sentido o mal que te fazem, ele já não faz mal.

Quando você aprende a olhar para aquilo e aqueles que importam, não há nada assustador em suportar pessoas ruins a sua volta, desde que não estejam dentro da sua casa. O que vem de fora da sua vida não precisa te afetar.  Você não pode mudar o que fazem com você, como as pessoas agem e o que sentem em relação a você e aos seus ideais.  Mas você pode sim mudar aquilo que você sente.  O tempo te deixa mais forte.  Problemas mais graves te deixam mais forte também, como disse minha amiga “eu venci um dragão, não é um mosquito que vai me matar”.   Cada um tem seus problemas a suportar, mas se tem uma coisa que a idade dá pra gente é força, força emocional, mental e espiritual se você se concentrar nisso.  Se você não apenas se deixar levar pelos problemas, mas pensar sobre eles.  E se eu pensar bem, a maldade que tentam fazer comigo só vai funcionar e só vai ser meu problema se eu a aceitar.  Mas eu não a aceito! Não mais! Até onde eu sei, a podridão dos pensamentos deles e a ruindade das suas atitudes são problemas deles, não meus.  Espero que eles superem esses problemas algum dia e possam ser felizes, mas eles não vão, mas não vão mesmo, tirar a paz que eu quero pra mim.

Não deixe, não permita que ninguém se infiltre na sua mente, nos seus pensamentos, afetem suas emoções negativamente.  Deixe com eles o que eles tem de ruim. Não perca sua doçura por causa dos outros.  Não deixe a sujeira dos outros entrar em você, você pode ser melhor que isso.  E depois que você superar, vai ficar bem mais forte, acredite. Toda dor que você suportar fará você mais forte. 


Sofra quando preciso, mas aprenda a blindar o seu coração, só deixe entrar aquilo for bom, você controla a porta.

domingo, 22 de janeiro de 2017

Importantes pra uns, futilidade pra outros(Sobre manicure)

Venho escrever esse texto devido a uma situação. Conversando com um grupo de mulheres, eu causei um espanto geral ao afirmar que só paguei pra que fizessem minha unha duas vezes na vida. Na minha formatura e no meu casamento.  Elas realmente ficaram muito assustadas com essa informação.  E meu espanto não foi pelo fato de que eu era a única que em nenhum momento da vida frequentei manicure, e sim, me assustou um pouquinho como essa notícia pareceu tão absurda para minhas ouvintes.  Quando eu disse que “para mim” era um desperdício de dinheiro, tentando justificar o horrível caso da mulher que faz suas próprias unhas, o susto foi maior.

Engraçado que eu não sabia que era assim tão comum ter que pagar pra fazer as unhas.  Minha mãe sempre fez a unha em casa, aliás, minha mãe até cortava meu cabelo.  Acho que fui umas  5 vezes ao cabeleireiro durante toda a minha vida. Então para mim é algo normal.  Mas as mulheres acham bem absurdo isso.
Eu nem sei quanto está fazer as unhas agora, mas digamos que seja uns 20 reais para fazer pé e mão, aqui onde moro.  A maioria faz uma vez por semana, o que dá 80 reais no mês, 960 reais ao ano! Acho que é possível que qualquer pessoa aprenda a fazer isso em casa, com um mínimo de coordenação motora e uns trocados de material que vai durar por pelo menos um ano.  O mesmo funciona pra cabelo. Um bom creme custa caro, mas pode ser usado várias vezes. Uma ida ao cabeleireiro custa o valor desse creme que você usaria por meses.  Eu não vejo porque não fazer eu mesma.  Claro, é necessário um profissional para uma série de procedimentos que não se deve fazer em casa com químicas destrutivas. Eu uso tintura. Mas não é tão agressivo assim.

Mas a gente faz assim:  Se é importante pra você, eu não vou diminuir o valor disso.  E como não é importante pra mim, entenda que são pontos de vista diferentes. Eu não fico toda peluda, bigode, unhas sujas. Eu faço tudinho, eu mesma. E não me sinto nem um pouco desmerecida por isso.   Também não me sinto anormal, embora no momento que notei o espanto das outras, senti-me um tanto de outro mundo, mas essa sensação faz parte da minha vida desde a infância, por motivos bem diferentes.

Muitas pessoas que se encaminham pela vida mais simples, pensam na economia, e vi vários casos de pessoas que economizaram muito em estética por aprender a fazer aquilo que antes tinham que pagar, comigo foi diferente, eu já fazia isso.  E se você gasta muito em salão de beleza toda semana, coloque na ponta do lápis e veja o quanto você gasta por ano. É assim que sempre penso. Em um ano economizando esse dinheiro, você poderia viajar? Se sim, acho que é muito dinheiro.  Mas isso, é o MEU ponto de vista. E eu estou traçando o meu caminho, não o de ninguém.

Conclusão: Imagine se soubessem todas as mudanças que eu fiz em busca de uma vida mais simples, com gastos e atenção focados no essencial, me desfazendo constantemente de coisas, mesmo já tendo poucas.  Falei algo tão bobo em relação a tudo que já mudei na vida. As pessoas no geral não entendem quando você vai no caminho oposto ao consumo.


Faça suas escolhas baseadas no que você acredita, no seu ideal de vida, no que é importante de fato para você. Respeite as escolhas diferentes dos outros.  Respeite as suas. E assim, cada um vai traçando seu próprio destino, e sua própria maneira de ser feliz.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

O que aprendi em 2016

1.       Carteira assinada não é sinônimo de emprego seguro

2.       Não aconselhe quem não quer conselho

3.       Não sofra e não pague pelas escolhas que você não fez, deixe que cada um carregue o fardo das consequências de suas próprias escolhas

4.       Valorize em primeiro lugar o conforto e a leveza(na casa, nas roupas, na vida)

5.       Não se sinta ofendido

6.       Limite suas palavras

7.       Viva o momento presente, segundo a segundo

8.       Rotina e regularidade nas atividades é importante

9.       Listas não funcionam se você nunca partir para ação

10.   É preciso bem pouco para viver

11.   Não crie expectativas, é ruim para você e para o outro

12.   Seja gentil, não importa a atitude do outro.  Mas não permita que te tratem mal.

13.   Valorize a solidão, mas sem exagerar

14.   Evite usar o cartão de crédito e tenha apenas um.

15.   Mantenha uma distância profissional no trabalho

16.   Desligue o wifi de vez em quando

17.   Saúde em primeiro lugar, sem ela você não faz nada

18.   Sua vida familiar é feita de pequenas atitudes diárias

19.   Passar tempo com meus animais de estimação e cuidar de plantas me traz paz


20.   Toda dor pode virar aprendizado

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Teu mar

Não me obriga a ficar aqui
No raso eu não posso ficar
Não fui feita pra ser da terra
Meu corpo só pede o mar

Daqui não há visão
Pra toda aquela imensidão
Daqui horizonte é mistério
E mistério pra mim é solidão

Eu gosto é de mergulhar
Na vastidão do imenso mar
Eu gosto é de desvendar
As histórias deste lugar

Não me obriga a ser superfície
Que isso jamais eu serei
Não destrua aqueles sonhos
Que um dia eu te contei

Não seja um pequeno lago
Pois em ti eu vi oceano
Tão intenso e tão bonito
Em ti vi meu paraíso

Deixa eu mergulhar nas tuas águas
Me fundir na biodiversidade
Decifrar todo o seu mistério

E tornar tudo ainda mais rico.

Mudanças no blog

A partir de agora vou fazer algumas mudanças por aqui. Gostaria de mudar mais a cara do blog, mas minha ignorância digital não permite.  Enfim... eu tenho alguns blogs em aberto, sobre meu trabalho como intérprete, meus textos autorais, e este aqui que ficou bastante monotemático depois que eu descobri o minimalismo.  Esse blog não falará tão exclusivamente sobre mim e sobre o minimalismo simplesmente porque ele vai fazer o que diz “Mundo de Pri”... meu mundo não é só isso aqui.
O blog de textos autorais deixará de existir, sendo os textos que eu selecionar gradativamente passados pra cá sob a tag “Meus escritos” que são poemas, contos, textos reflexivos, crônicas e etc.  Aqui também vai ter um pouco sobre “Literatura”, sobre  “Cinema” e “Música”.
Ainda falará sobre a vida simples e o minimalismo, porém eu tenho buscado bem menos ler sobre isso, mas isso será assunto pra outro post.
 Falará sobre coisas das quais eu tenho vivência como saúde e fibromialgia, minimalismo, economia, alimentação, trabalho artesanal, animais de estimação, talvez umas receitas que quero experimentar, talvez não...rsrs. Falará também sobre coisas que eu leio muito como psicologia, pedagogia...etc.

Espero que vcs que vem aqui, que comentam e me seguem, continuem por aqui.  Garanto que diversidade de assuntos é bem melhor que ficar lamentando meus fracassos, aliás, me fará ver o que aprendi e aquilo que conquistei.  Esse blog saiu do rumo nos últimos tempos. Mas eu vou tomar o controle da minha vida, e daqui também.

Obrigada por ficarem, por todas as palavras gentis, e por tudo que muitos de vocês me ensinam em seus cantinhos, continuo acompanhando os blogs ao lado, mas não tenho comentado, estou numa atitude bem reclusa nos últimos tempos e quando me isolo isso acontece também no mundo digital.  Mas, acho que já passou e estou de volta.


Escrever ainda é minha melhor forma de viver. Ainda é como eu consigo ver beleza até na minha dor. É como eu aprendo das situações. Nunca conseguiria deixar isso de lado.